segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DAS VISITAS A ESTE BLOG


De acordo com o ClustrMaps, no mapa acima, pode-se visualizar a proveniência dos visitantes, a este blog, durante aproximadamente os últimos 12 meses (1 Março 2010 a 22 Fevereiro 2011). Em termos percentuais o top 10 de países é o seguinte:

1 -  56,8% | Portugal
2 -  30,0% | Brasil
3 -  2,8% | E.U.A.
4 -  1,1% | Alemanha
5 -  1,0% | França
6 -  1,0% | Espanha
7 -  0,6% | Reino Unido
8 -  0,6% | Itália
9 -  0,6% | Holanda
10 - 0,4% | Canadá

Listagem completa aqui e aqui.
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A CIDADE JARDIM

Casa localizada em Letchworth (Reino-Unido)

A concepção cidade jardim apresentada no livro “Tomorrow: a Peaceful Path To Real Reform”, de 1898, de Ebenezer Howard (1850-1928), também conhecido por “Gardens Cities of Tommorrow”, editado em 1902, expressa uma alternativa à cidade industrial vigente, na qual os operários viviam em condições péssimas, baseada na harmonia entre o homem e a natureza.

A solução proposta, resultou da análise das vantagens/ desvantagens da cidade vs campo, e foi designda de “town-country”. Nesta 3ª alternativa aproveita-se o que de melhor têm as cidades e o campo.

De salientar que Howard viajou bastante, se atendermos à época (EUA, Austrália). Estas viagens terão influenciado substancialmente o seu modo de pensar o urbanismo.

Uma das maiores virtudes de Howard reside na forma como apresenta as suas ideias com grande simplicidade e com uma capacidade extraordinária de conciliar a teoria com a prática; esta terá sido eventualmente a chave do sucesso das suas ideias.


Na sua primeira formulação, a cidade jardim era constituída por seis cidades satélite, em torno de uma cidade ligeiramente maior central, a área total era de cerca de 2400 ha, sendo a população máxima das cidades satélite de 32000 habitantes e da cidade central de 58000 habitantes. Nos espaços entre as cidades seriam constituídos por campos de cultivo, florestas, pastagens para gado, etc..


Howard não se limitou ao desenho urbano também tinha preocupações económicas e políticas. Para o financiamento destas cidades Howard propunha a compra de um terreno rural, a um preço baixo, através da urbanização e do aumento da população o valor do terreno aumentava, o que permitia pagar o investimento. A cidade jardim propunha não apenas a saída da metrópole, mas também outro sistema produtivo e outra organização social (1), face ao capitalismo da época. O sistema social e económico seria baseado na cooperação – encontramos aqui a influência tanto de Bellamy como do Kropotkine do «apoio mútuo» - e nas associações de bairro (2). O socialismo não seria estatal, mas antes descentralizado e local (2).

Casa original de 1906, Lechworth (Reino-Unido)

A primeira cidade jardim a ser construída, sob orientações de Howard, foi Lethworth (1904), localizada a cerca de 50Km a norte de Londres. Letchworth foi construída pela companhia The Garden City Pioneeer Company (1), tendo sido convidado os arquitectos Raymond Unwin (1863-1940) e Barry Parker (1867-1947) para a elaboração do plano, já que Howard não era arquitecto. Toda a cidade é rodeada por uma coroa verde, tem um centro cívico e comercial no centro, sendo atravessada por uma linha de caminhos de ferro. O crescimento populacional de Letchworth foi mais lento que o esperado, apenas atingiu os 15000 habitantes em 1938; só ficou completa depois da II Guerra Mundial, numa escala mais reduzida que a original, nos anos 60 foi alvo de especulação financeira ao ponto do governo ter intervido (3).

Em 1919 Howard compra um terreno a 30Km de Londres e ergue aí a sua segunda cidade jardim – Welwyn – a partir dos planos de Louis de Soissons (1890-1962).

Vista aérea de Welwyn (Reino-Unido)

O conceito de cidade jardim, apesar de adulterado, teve uma forte influência em diversas cidades/ subúrbios inglesas que surgiram posteriormente, tais como Stevenage (1946) e Hemel Hempstead (1947).

A obra de Ebenezer Howard é traduzida em várias línguas, tendo diversos princípios da cidade jardim se espalhado por países como: Japão, EUA, França, Bélgica, etc..

No Brasil, as cidades de Maringá e Cianorte, ambas localizadas a Norte do Estado do Paraná, construídas nos anos 40, têm inúmeras características de cidade jardim (1).

A obra de Howard evolui para outros conceitos, nomeadamente os corredores verdes, nos quais Raymond Unwin chegou a trabalhar. Poder-se-á afirmar que o conceito (com cada vez maior relevância) de Eco-Urbanismo teve a sua origem com Ebenezer Howard.

Referências:
(1) Zueleide Casagrande de Paula, A Formulação e Expansão da Cidade-Jardim, Prof.ª do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Paraná.
(2) Thierry Paquot, Revista Urbanisme n.º 343, Julho-Agosto de 2005.
(3) Peter Hall/ Colin Ward, Sociale Cities: The Legacy of Ebenezer Howard, 1998.
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

10.000 VISITANTES !



O blog Jardins e Parques de Portugal, de acordo com o contador ShinyStat, atingiu hoje - 30/12/2010 - os 10000 visitantes, às 16h05m35s. O(A) ilustre visitante veio do Brasil!  

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

MATAS NACIONAIS

Mapa do Pinhal de Leiria


Com base na minha pesquisa, existem em Portugal 27 Matas Nacionais (a versão do Ministério da Agricultura poderá ser vista aqui). Um património extremamente valioso, que importa conhecer, usufruir, proteger, restaurar/ melhorar e aumentar.


NOME | CONCELHO

1 Mata Nacional de Valverde, Alcácer do Sal

2 Mata Nacional do Vimeiro, Alcobaça

3 Mata Nacional das Virtudes, Azambuja

4 Mata Nacional da Machada, Barreiro

5 Mata Nacional das Mestras, Caldas da Rainha

6 Mata Nacional do Camarido, Caminha

7 Mata Nacional das Terras da Ordem, Castro Marim

8 Mata Nacional do Choupal, Coimbra

9 Mata Nacional da Covilhã, Covilhã

10 Mata Nacional da Fôja, Figueira da Foz

11 Mata Nacional das Dunas da Costa de Lavos, Figueira da Foz

12 Mata Nacional das Dunas da Leirosa, Figueira da Foz

13 Mata Nacional das Dunas de Quiaios, Figueira da Foz

14 Mata Nacional do Prazo de Santa Marinha-Serra da Boa Viagem, Figueira da Foz

15 Mata Nacional do Urso, Figueira da Foz

16 Mata Nacional do Ribeiro do Freixo, Idanha-a-Nova

17 Mata Nacional das Dunas da Gafanha, Ílhavo

18 Mata Nacional do Pedrógão, Leiria

19 Mata Nacional do Ravasco, Leiria

20 Mata Nacional de Leiria, Marinha Grande

21 Mata Nacional do Casal da Lebre, Marinha Grande

22 Mata Nacional do Bussaco, Mealhada

23 Mata Nacional do Cabeção, Mora

24 Mata Nacional do Valado, Nazaré

25 Mata Nacional do Escaroupim, Salvaterra de Magos

26 Mata Nacional da Herdade da Parra, Silves

27 Mata Nacional das Dunas de Vagos, Vagos


Localização das Matas Nacionais e "Perímetros florestais"


Considero absolutamente supreendente a escassez de informações (salvo raríssimas excepções) que as diversas entidades do Estado fornecem sobre estas áreas. De salientar que nestas matas existem inúmeras antigas Casas de Guardas Florestais, aliás lindíssimas, que depois de 1974 foram - praticamente todas - abandonas ou vendidas a particulares, facto que deverá com urgência ser revertido. Estas casas poderiam desempenhar inúmeras funções tais como: prestação de informações aos visitantes sobre as matas e questões ambientais, protecção das matas, locais de venda de produtos relacionados com a mata, etc...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

domingo, 24 de outubro de 2010

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

GRUTA DO JARDIM DO MORRO - V. N. DE GAIA










A gruta do Jardim do Morro é um dos ex-libris da cidade de Vila Nova de Gaia. Apesar de ser notório um certo abandono (o lago não tem água, a ponte que dá acesso à ilha do lago desapareceu; ver as imagens: IMAG1, IMAG2, IMAG3, IMAG4, IMAG5, IMAG6), esta gruta continua a impressionar pela sua beleza, e extraordinária atenção aos detalhes.



Foto dos anos 60/70
Fonte da imagem: Blog Retratos de Portugal




É provável que este conjunto tenha sido executado pela firma Alfredo Moreira da Silva (Porto).
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

INCÊNDIOS FLORESTAIS ALGUMAS NOTAS

INCÊNDIOS FLORESTAIS ALGUMAS NOTAS:

- Mais uma vez temos “insignes” jornalistas a designar as monoculturas de eucalipto de florestas. Uma monocultura de eucalipto de floresta nada tem, é sim uma forma de cultura hostil ao solo, adversa a outros seres vivos, altamente consumidora de água, etc.. Como em tempos afirmou Joaquim Vieira Natividade “(...) uma cultura espoliadora que satisfaz apenas os interesses do momento (...)”. A cultura de eucaliptos em algumas zonas do país deveria ser proibida (em parques naturais e em determinados tipos de solos), bem como a cultura de forma tão intensiva. Atenção, nada tenho contra as entidades privadas que cultivam eucaliptos, cabe ao estado melhor regular esta actividade.

- Limpezas de matas: aparentemente a solução para os incêndios reside na limpeza de matas! Pobre país este que em termos de Silvicultura parece estar a andar cada vez mais para trás e a esquecer conhecimentos acumulados ao longo de vários séculos. Um bosque saudável (não estou a falar de aberrações - salvo determinadas condições, por exemplo de reversão da erosão - constituídas por Pinheiros Bravos, Eucaliptos e Acácias) raramente precisa de ser limpo, visto que a sombra e as folhas que caiem naturalmente contribuem para o controlo da vegetação infestante. Outras questões da maior importância residem no facto da “limpeza” reduzir fortemente os níveis de humidade do solo, destruir abrigos de animais, destruir todo um sistema complexo ecológico que funciona interligado em diferentes estratos, etc..
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